Tapete Marie Camille
1999
No caso, os quatro riscos têm sempre sua relação de proporção constante em relação ao vazio. A mudança de orientação sutil de um dos quatro riscos (qual deles?) na superfície lisa do tapete brinca com nossa tendência de perceber certas simetrias, ao invés de outras possíveis. No caso, dependendo do risco a ser ‘reajustado’ visualmente podemos ter uma composição concêntrica, centrífuga, longitudinal, transversal ou mesmo diagonal. O olhar rápido e desatento assume a simetria mais óbvia, e às vezes nem mesmo percebe o pequeno ‘erro’ de posição. A grande superfície sem desenho valoriza a qualidade da lã grossa e suas nuances de tom.
Projeto Tapetes por dez arquitetos mineiros
Coleção Marie Camille
Ano 1999
Autor Bruno Campos